Dia mundial da luta contra a SIDA

Lidar com a perda de alguém causada pela SIDA é profundamente doloroso e pode trazer sentimentos complexos, como tristeza, raiva, culpa ou até alívio pelo fim do sofrimento da pessoa querida. É importante lembrar que esses sentimentos são normais, e o processo de luto leva tempo.

Venha encontrar conforto, compreensão e apoio.

Grupo de Apoio ao Luto

🌿 Grupo de Apoio ao Luto CIADIP 🌿

Perder alguém que amamos é uma das experiências mais desafiadoras da vida. Não é necessário enfrentar isso sozinho. O nosso grupo de Apoio ao Luto está aqui para oferecer compreensão, conforto e apoio.
Porquê participar?
🤝 Acolhimento e Empatia: Encontre um espaço seguro para compartilhar a sua dor com pessoas que entendem o que você está a passar.
🗣️ Apoio Profissional: Sessões facilitadas por profissionais experientes em Luto.
🌸 Comunidade Solidária: Conecte-se com outras pessoas que estão a passar pelo mesmo.

Detalhes do Grupo:
📅 Quando: Quinzenalmente ao Sábado – 14H30-16H00
📍 Onde: CIADIP Centro de Investigação, Avaliação, Diagnóstico e Intervenção Psicológica
Rua João de Deus, 36, 2710-579 Sintra
📞 Como Participar: https://bit.ly/GrupoApoioLuto
💵 Investimento: 30€ mensais

Entre em Contacto:
📱 Telefone: 21 824 87 65 – 93 646 57 00
✉️ E-mail: info@ciadip.pt
🌐 Site: https://ciadip.pt/luto/\waq

Venha compartilhar sua jornada connosco. Juntos, podemos encontrar maneiras de lidar com a perda e seguir adiante.

Os muitos motivos do luto

O luto é um processo profundo e multifacetado que todos enfrentamos em algum momento de nossas vidas. É importante lembrar que o luto não se restringe apenas à perda de uma pessoa querida, mas pode ser desencadeado por diversos motivos.

– Perda de um Ente Querido: O luto mais falado é aquele que experimentamos quando perdemos um membro da família, um amigo próximo ou um parceiro. É uma jornada de saudade, dor e adaptação.

– Perda de um Animal de Estimação: Para muitos, animais de estimação são membros da família. A morte de um animal de estimação pode ser devastadora e gerar um luto profundo.

– Fim de um Relacionamento: O término de um relacionamento pode desencadear um luto emocional, pois perdemos a presença constante de alguém que foi significativo em nossas vidas.

– Perda de Saúde: Uma doença grave ou a deterioração da saúde de alguém que amamos pode levar-nos a lamentar a perda da saúde e da qualidade de vida dessa pessoa.

-Perda de Emprego ou Sonhos: A perda de emprego, oportunidades de carreira ou sonhos não realizados também pode causar um profundo sentimento de luto, já que enfrentamos a perda de nossas expectativas.

– Mudanças de Vida Significativas: Mudanças abruptas na vida, como reforma, mudança de cidade ou país, também podem gerar um luto pelo que foi deixado para trás.

– Traumas e Experiências Difíceis: Traumas passados, abuso, ou experiências difíceis podem resultar em luto por um senso de inocência ou por um tempo perdido.

– Perda de Um Sonho Não Realizado: Às vezes, lamentamos sonhos que nunca tivemos a chance de perseguir, como viajar pelo mundo ou aprender uma nova habilidade.

– Luto Coletivo: Eventos globais, como pandemias ou tragédias, podem levar a um luto coletivo, onde todos sentem a perda da normalidade ou da segurança.

Lembramos que o luto é uma parte natural da vida, não importa a causa. É essencial permitir-se sentir todas as emoções que surgem durante esse processo e buscar apoio, se necessário. Cada luto é uma jornada única e pessoal.

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Luto por animal de estimação

Muitas pessoas consideram os seus animais de estimação como membros da família, pelo que quando há a perda de um, o processo de luto desenvolve-se da mesma forma como se tratasse de uma pessoa próxima.

No entanto, socialmente, existe ainda algum estigma relativamente a este luto, havendo muito quem questione “estás assim por causa de um animal?”, com o propósito de minimizar a importância deste Luto, pelo que não oferecem o apoio que o enlutado precisa.

Muitos donos escondem os seus sentimentos para não serem criticados por quem nunca teve animais de estimação, ou quem não encare a perda da mesma forma, por não ser compreendida a forte relação afetiva criada entre os dois.

Por outro lado, outros chegam a sentir-se envergonhados pela dor que sentem, não a querendo demonstrar, apesar deste tipo de sentimentos ser bastante comum.

É importante que este tipo de Luto seja encarado como natural e válido, visto que se trata da perda de um ser com quem existia um vínculo de extrema importância, podendo para muitas pessoas ser a ligação mais forte e importante das suas vidas.

Um Conselheiro de Luto está preparado para ajudar neste tipo de situações, acompanhando no processo que se torna necessário, ou encaminhando o cliente para um tratamento médico, no caso de se verificar alguma patologia que possa surgir

O que é o Luto Antecipatório?

Receber um diagnóstico de doença crónica, é sempre um momento difícil, tanto para o doente como para a família, porque independentemente da doença, a necessidade de mudança (físicas, emocionais, cognitivas e sociais) de estilo de vida fica automaticamente implícita.

É certo que, dependendo da tipologia de doença, umas tornam-se mais limitantes do ponto de vista físico (p. ex. Cancro) ou mental (p. ex. Alzheimer) do que outras. Certas doenças têm um desenvolvimento galopante e é no medo de perder a pessoa amada ou a figura de que era a pessoa amada antes do surgimento da doença que habitualmente, familiares e cuidadores desenvolvem o estado de Luto Antecipatório.

Este é um sentimento de perda antes de ocorrer a morte. A mente está a costumar-se com o que é iminente, toma-se consciência da finitude da vida, e o processo de Luto que se vive é compreensível.

Pode haver um sentimento de culpa por o enlutado se ir “acostumando” à perda, e irá imaginar a vida e a rotina num contexto que aquela pessoa já não estará presente.

Existe uma mudança de estados entre negação e aceitação da morte que se aproxima, uma vez que a doença torna esse facto mais real.

Este tipo de Luto torna-se importante, visto que este processo irá ajudar com a realidade da perda quando esta ocorrer. O enlutado poderá lidar com a morte de uma forma mais clara e aceitá-la de uma forma diferente.

A ajuda e orientação de um profissional, como um Conselheiro de Luto, pode ser tão útil como nos casos de morte.

Quais são as 5 fases do Luto?

Uma lista criada pela psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross, as 5 fases do Luto estão bem definidas, no entanto não são necessariamente sequenciais, e nem todas as pessoas passam por elas.

NEGAÇÃO – Ao receber a notícia da perda, entramos num estado de choque e negação. As emoções são avassaladoras, e a primeira reação é ignorá-las e fingir que nada está a acontecer. É um mecanismo de defesa que amortece a intensidade da situação e dá à mente tempo para processar a notícia gradualmente.

RAIVA – Esta emoção não tem limites, podendo revelar-se também como angústia, desespero, medo, culpa e frustração. Pode-se dirigir à família, amigos, aos médicos, o próprio, a pessoa que morreu, ou a entidades religiosas. A pessoa enlutada reage com agressividade e pode levar a atitudes autodestrutivas, como o uso de substâncias.

NEGOCIAÇÃO – A pessoa enlutada negocia consigo mesma ou com uma entidade superior em que acredita, levando a pensamentos como “se eu fizer isto as coisas podem voltar ao normal”, “se eu tivesse feito isto poderia ter evitado a situação”

DEPRESSÃO – É uma reação natural à perda, em que o enlutado se vê deparado com a dificuldade de viver o seu dia a dia normalmente. É normal que se isole socialmente, chore frequentemente e se sinta inseguro. Pode ser necessária algum aconselhamento (por exemplo um Conselheiro de Luto) ou seguimento psicológico.

ACEITAÇÃO – Aceitar a perda não significa seguir a vida como se a pessoa amada nunca tivesse existido. Pelo contrário, permite-nos perceber que a nova realidade é viver sem a pessoa que partiu. Uma vez que as emoções já foram exteriorizadas nas fases anteriores, pode ser possível chegar à perceção de que é possível viver com a perda e chegar a um estado de paz interior.

O que faz um Conselheiro de Luto?

O Conselheiro de Luto acompanha a pessoa enlutada a lidar com as emoções e situações que se seguem a uma perda pessoal profunda, no seu processo de luto.

É um companheiro de jornada, para quem perdeu alguém ou algo especial, num processo de várias etapas que levam a pessoa à reconciliação com a sua perda.

O papel de Conselheiro de Luto passa por mediar o processo de luto sadio sem intervir de forma a substituir um profissional de saúde, mas pode identificar a necessidade de encaminhar o cliente para um tratamento profissional em casos de Luto mais complexo.

As sessões guiadas por um Conselheiro de Luto podem ser particulares ou em grupo.

O que é, afinal, o Luto?

Cada pessoa faz o seu processo ao seu tempo, e à sua maneira.

Não há um modelo único, não há regras, não há linhas retas, não há conselhos únicos, por vezes não há nada, senão a vontade que o processo acabe rápido.

O Luto pode demorar anos a processar ou até mesmo a começar.

Não existem espaços temporais.

Também não há peso nem medida para o Luto. Há crenças, ou descrenças, que podem variar consoante os valores, cultura, círculos familiares e sociais que podem, ou não, ajudar no processo, no entanto não o vão curar.

Se tiver mais questões sobre o Luto, contacte-nos ou visite o CIADIP – Instituto Araucária

O papel do Conselheiro de Luto

Vivemos numa sociedade onde o Luto ainda é tabu.

Passar por uma perda pessoal profunda, de alguém ou algo que amávamos pode levar ao afastamento de quem não nos queira ouvir falar do assunto, que tenha medo de nos falar do que aconteceu, que nos julga e pensa saber o que é melhor para nós para superarmos a perda.

O luto é um processo pessoal. Só nosso. Ninguém o vai vivenciar como nós.

Cada um tem o seu tempo, precisa do seu espaço e que os mesmos sejam respeitados e não julgados.

O papel do Conselheiro de Luto é esse mesmo. Ouvir sem julgamento e ajudar a percorrer o caminho a fazer, até juntarmos as peças do que se quebrou.